São Paulo, túmulo do rock e da literatura

A coisa é tão feia que um cara como Criolo, que é ok, tem sido tratado por Chico Buarque e Caetano como a redenção absoluta. Retrato de Daryan Dornelles.
São Paulo não é o túmulo do samba. É o jazigo perpétuo do rock e da literatura.
A grande virtude de São Paulo, cidade que adoro, foi ter proporcionado uma vida razoavelmente cosmopolita a autores vindos de todos os estados da federação, a partir da segunda metade do século 20.
Desafio qualquer um dos caríssimos leitores a citar cinco romances importantes, muito importantes, escritos por autores paulistas.
Não adianta revirar a cova dos modernistas. Nem vasculhar na Mercearia São Pedro.
Desafio qualquer um dos caríssimos leitores a citar cinco canções importantes, de qualquer modalidade, escritas ou interpretadas por artistas paulistas.
Não vale falar do Ira!, do Ratos, Inocentes, Rita Lee carreira solo, tudo muito ruim, embora nós, paulistas, tenhamos por eles um afeto irracional.
Acho que vc foi cruel demais com São Paulo. E Álvares de Azevedo e Mário de Andrade? E Adoniran Barbosa? Ele sozinho tem mais de 5 canções importantes…
Marina, cara,
Não fui cruel. Apenas escrevi algo que venho falando sempre, informalmente, aos meus amigos. Se você pensar bem, São Paulo, a cidade e o estado, produziram economicamente, industrialmente, e quase todos os mentes, mais do que qualquer outra região do país, sobretudo da segunda metade do século 20 para cá.
A produção não é a mesma se você pensa na música e na literatura. São Paulo não pode se comparar historicamente ao Rio de Janeiro, por exemplo, nesse sentido. É simples.
Muito obrigado pela sua leitura e colaboração
abs
Edward
Tá aí um post tonto. Seria admissível se o autor fosse um adolescente. Um desses que perde horas em chats e comunidades virtuais dizendo que a banda que ouve é melhor que a do outro. Mas não é o caso. Este é um blog (pretensioso) de um escritor, certo? Por ser lido como tal, deveria ao menos ter um pouco de mais, ahm, não diria cuidado, mas base teórica sobre arte. Pergunto a você, Edward: como separar a arte produzida num país por suas barreiras geográficas internas? Há uma explicação climática para isso? Parece apenas uma provocação leviana. E para mim é muito tolo esse revanchismo cultural dentro do Brasil. E ultrapassado. Veja, não sou defensor de paulista. Nem de carioca, gaúcho ou cearense. Nada disso. Só penso que o lugar de nascimento e infância não diz muito sobre uma expressão. Você saberia me dizer, por exemplo, qual é a característica da literatura mineira? Complicado isso. Mas o que mais me incomodou nesse texto foi o desafio de encontrar 5 “romances importantes”, aliás, “muito importantes”, como você bem frisou, feitos por paulistas. Te devolvo a questão: o que é um romance importantíssimo, meu caro? Aquele do gaúcho Dyonelio Machado, “Os ratos”, de 1935, que traduz e antecipa a condição de vida paulistana dos anos 2000? Ou aquele apoiador de mesa, o Macunaíma? Ou vai ver que importante mesmo é a obra do poeta e crítico (não entendi o motivo que te leva a crer que literatura se baseia em romance) Haroldo de Campos? Sei não. A internet, a pressa e a vontade de aparecer fazem a gente parecer um idiota às vezes. Num é?
Herbert Jansen,
Leitura corretíssima, blog pretensioso, cheio de veleidades. E não é que a internet nos faça parecer idiotas, é que pode ser que sejamos mesmo, não é? Obrigado pela leitura. Mas, pergunto, você tem aí uma canção? Um romance?
“Pornopopéia” vale por cinco. Muito mais de cinco. (Não teve jeito, tive de entrar na mercearia.) Abraço.
Ah, bom, Pornopopéia, Roger, bem lembrado. Bom que você leu, não preciso me espichar, uma pregui…
Que bela merda você escreveu ai hein amigo.
E Os Mutantes?
Ta rolando rock bom Brasil afora ai ?
Na verdade Edward Pimenta … deveria ser pretenso a jornalista …
Post de conteúdo muito raso … para não dizer fútil …
Pior é resumir uma cena rock’n roll que esta muito fraca no pais inteiro a apenas São Paulo …
Posso não citar 5 musicas ou artistas ou sei la o que de São Paulo … mais também é difícil citar alguma coisa boa feita os últimos tempos no cenário rock, em qualquer lugar do pais …
Se você esta insatisfeito com o rock ou a literatura, não use seu preconceito contra são paulo como muleta …
Analise o cenário inteiro por favor …
Ja ouviu falar de Funk como le gusta? Hammond Grooves? Forgotten Boys? Racionais MC? Clube do Balanco? Ba-Boom? Orquestra Brasileira de Musica Jamaicana?
Tem muita coisa acontecendo amiguinho… Experimenta sair um pouco do computador e cair na noite.
Nao me leve a mal, mas tem muita coisa bacana acontecendo.
Adoro o Funk como le gusta, o Criolo e Racionais. Não conheço os outros que citou, mas vou procurar. Obrigado pela sua leitura, Bruno. Meu ponto não é o que anda rolando agora. É a permanência, a história, o legado de SP na música e na literatura.
O clássico modelo de entusiasta carioca, sempre belo e “poéticamente correto”, tão ávido em demonstrar toda a importância histórica, cultural, intelectual ou seja lá qual for o atributo, que se perde em sua própria interpretação de poesia. Por fazer a ‘tosquice’ de comparar arte se baseando em um território.
Indianos fazem soul, australianos reggae, jamaicanos tocam a guarânia e o Gerson King Combo fazia um belíssimo funky.
Me questiono quanto a relevância de um texto como esse, desrespeitoso pelo simples fato de existir.
Lobo Solitário,
Desculpe-me por ter nascido.
abs
Edward
Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva. Eu concordo com a maioria dos comentários. Todo mundo vai ler esse post e citar algo que goste do cenário musical e literário paulistano, mas e daí? Tudo é um posto de vista, ainda mais quando se trata de arte. Esse tipo de discussão é infinita e desnecessária. E se o seu ponto não é o que anda rolando agora porque colocou a foto do Criolo?
Você não gostou da foto do Criolo?
isso vai de encontro com um pensamento da formação de sao paulo
ex. da USP que é considerada das melhores universidades do pais,
o que forma a faculdade sao os alunos, a USP pela fama que tem então atrai os melhores alunos dos 4 cantos do pais de norte a sul que querem ter a melhor formação, o que contribui para torna-la ainda melhor, progressivamente, o mesmo vale para o campo de trabalho, musica, literatura, jornalismo
The melting pot
Infelizmente tenho que concordar com os demais leitores, muito fraco o texto, sem embasamento aparente de que possa conhecer alguma coisa do cenário do passado paulista. E aparentemente tendencioso.
Um post infeliz eu diria de alguém que queria gerar controvérsia. Se não tem conteúdo inteligente para postar, não o faça.
Infelizmente para você, não é, Alberto? Agradeço a leitura e o comentário. Fiquei curioso por saber o quanto você sabe sobre o “passado paulista” e, principalmente, se você teria alguns exemplos, não precisa ser cinco, para citar.
abração
Edward
Se eu gostei ou não da foto, essa não é a questão. É claro que você entendeu.
Obrigada por me responder.
Vanessa, cara, entendi sim, obrigado por participar da discussão.
Edward Pimenta, você está certíssimo.
Adriana, cara, é um prazer lê-la aqui.
Desculpe, mas infelizmente não concordo com suas palavras, seu ponto de vista, foi extremamente criterioso sim !
Mas colocar SP como a única razão para o não aparecimento de novas coisas, é um pouco de exagero !
Seu ponto de vista deve ter se dado como ponto de partida por SP, literalmente carregar o Brasil nas costas, com os nossos Graças a Deus ” mentes ” relacionados por vc !
Imagino que esse maldito preconceito terrritorial que alguns insistem em aplicar ao país é o que nos diminui imensamente como nação !
Gostei muito de ler as respostas dos comentários. GENIAL!!!
Obrigado pela leitura, Edu.
Bom, o fato de eu não ter nenhum romance ou canção (pensando agora) pra citar não deixa sua conclusão correta. O fato é que nos dias atuais, com a famosa “REINVENÇÃO REGRESSIVA” am alta, é muito, muito, muito complicado ser notado de tal forma.
Voce (talvez) deveria saber, que hoje em dia a melhor (melhor) safra do rock nacional de todos os tempos se encontra em São Paulo, primeiramente. O problema é serem visíveis, porque nunca o rock and roll foi tão criativo como nas bandas independentes que lá habitam, por isso digo que voce deve ter se baseado no maistream pra dizer tamanho “chute”.
Pesquisa ai. Mombojó, Cachorro Grande, Pitty, Cascadura, Bidê ou Balde, Réu e Condenado, Pate de elefante, Turbo Trio, Macaco Bong e muitas e muitas bandas populares, que, repito não aprecem porque Radios são comprometidas com jabás e porque a moda e resgatar mediocremente um passado, reinventar e masturbar algo que ja se fo como “sacralizado” sem olhar pra frente, isso é reinvenção regressiva.
SP não tem nada de tumulo do rock,e a literatura deve estar assim também.
Bidê ou balde e Cachorro Grande não são aqueles gaúchos pernósticos? A Pitty e o Mombojó não são do nordeste? Não entendi o seu ponto, me explica?
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Mais “Pornopopéia” (1)
Engraçado, o pessoal estrebucha, mas não consegue citar cinco músicas e cinco romances. Mas voltando a “Pornopopéia”, já nasceu clássico. Será o grande romance paulista se ainda houver um cânone daqui 25 ou 50 anos e daí para diante. Engraçado, que não é um livro bem escrito, quando comparado ao de um Hatoum (que conhecemos ambos), por exemplo. Mas encerra um mundo dentro dele (desculpa o clichê). O Zeca, o persongem central, lembra um pouco o Horace Catskill, mas contrário dele tem um lugar e o tempo bem definidos. São Paulo, rua Augusta, começo do século 21. Como já foi dito não me lembro por quem, é enganoso compará-lo com os de Bukowski e de outros beats, embora seja inegável a influência. Tem mais a ver como os de anti-heróis picarescos, que estão no centro de duas obras monumentais da literatura brasileira, não pelo tamanho no caso da primeira: “Memórias de um sargento de Mílicias” e “Viva o povo brasileiro”.
Rogério, caro, agora me animei, vou comprar.
Não sei, não fico procurando conterrâneos o tempo todo… Mas enfim, sempre brinco que é mais fácil achar baianos, mineiros e cearenses do que paulistanos e paulistas, e os que temos, são filhos de emigrantes e imigrantes, de qualquer forma. Ainda acho que a cidade tem um panorama cultural bem forte e que aqui surge, ou se reúne, boa parte dos artistas que estão acontecendo.
por outro lado temos angeli, laerte e mutarelli, cite três que se equiparem nos quadrinhos.
Mulheres Negras, Karnak, Vanguarda Paulista, Luis Tatit, Grupo Rumo, Jose Miguel Wisnik, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, etc…
Nossa não sei pq perco meu tempo respondendo a esse post idiota. Mas é só pra mostrar pra esse ignorante que vomitar bobagens na internet não fazem com que elas sejam verdade. Para de ficar revoltadinho e vai estudar rapá!
Ailton de Oliveira, faltou Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa e Cida Moreira.
Po que piração essa da galera pegar corda com o post..
O autor tem razão em levantar essa questão. Se bem que São Paulo (estado) formou várias bandas de peso não tem muito tempo.. Titãs, Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., CPM 22, Planta e Raiz, , e por ai vai..
Mas que está abaixo do seu potencial está..
Talvez pq SP sendo a maior metrópole do país e tbm a mais rica ainda é extremamente atrasado em relação as grandes metrópoles ao redor do mundo.. não têm o mínimo cabimento uma cidade como São Paulo ainda sofrer todos os anos com Alagamentos e apagões. Sem falar da infraestrutura ridícula que faz com que o transito seje mais ridículo ainda..
Concordo plenamente. Mas SP é isso mesmo, qualquer um pode ver.
Abs, parabéns pelo post!
Mais “Pornopopéia” (2)
E “Memórias”, até pelo que escreveu dele Antonio Candido e o Cony, para citar dois exemplos distintos, já ficou. “Viva o povo brasileiro”, idem. Foi considerado pouco tempo atrás o romance brasileiro mais importante dos últimos 25 anos numa lista qualquer aí, que assino embaixo. Gozado, que “Memórias”, de um carioca, foi escrito no séc. 19, “Viva o povo…”, de um baiano, no 20, e Pornopopéia no 21. Como se vê, bons livros, no Brasil, não saem aos borbotões, que dirá em SP.
PS.: Em 2010, ano seguinte ao lançamento de “Pornopopéia”, os principais prêmios do ano foram garfados por “Leite Derramado”, do Chico Buarque, que li, e um outro aí do Edney Silvestre. Houve até uma polêmica de mão grande por parte da Cia. das Letras. Dois livros que serão esquecidos. Mais uma vez desculpas, desta vez por desvirtuar tão nobre e educada discussão.
O livro do Edney Silvestre é ótimo, você leu?
Bom vê-lo aqui, Vinícius.
Não li. Quase o comprei na livraria Argumento. O vendedor só faltou me entregar de graça (nesse mesmo dia, olha a coincidência, sentei numa mesa ao lado de João Ubaldo num barzinho na rua da livraria). Mas vou ler uma hora. E não desacredito que seja ótimo.
Bom questionamento.
Todo mundo se ofendeu, reclamou e ninguém respondeu
à pergunta.
O mais perto que chegou, na minha opinião, foi o que citou Racionais MCs,
que pra mim já permanece.
[Ah, alguém citou Pata de Elefante, que, assim como Bidê ou Balde e Cachorro Grande, é gaúcha]
Bom ponto, Alessandro Garcia. Agora, por que será que o Bidê ou Balde pintou na parada?
a resposta é simples: não existe mais a permanência, nada se perpetua.
e talvez esse não seja um “mal dos tempos”. é simplesmente o tempo em si,
agindo e mudando tudo à nossa volta.
já sofri muito com essa perspectiva, hoje, procuro aceitar.
afinal, nada se pode fazer contra a ação do tempo. ou melhor,
nada que fuja do âmbito pessoal.
e são paulo há de ser desmitificada. artistas de verdade não são um mero produto do meio.
Tratando de escritores de São Paulo temos Drauzio Varella escreveu Carandiru, temos o Ferrez que já escreveu vários livros por exemplo Fortaleza da Desilusão (1997), Capão Pecado (2005), Amanhecer Esmeralda (2005) e Ninguém É Inocente em São Paulo (2006), Andrea del Fuego, lançou o romance “Os Malaquias”, paulista também é o Diogo Mainardi que publicou os livros Malthus (1989), Arquipélago (1992), Polígono das secas (1995), Contra o Brasil (1998) e A Ilusão de significado (2000), A tapas e pontapés (2004) e Lula é minha anta (2007), e citando o quinto temos um dos mais importantes escritores paulistas que é Marcelo Rubens Paiva, autor de diversos romances como por exemplo ; Feliz Ano Velho (1981), Não És Tu Brasil (1996), O Homem Que Conhecia As Mulheres (2006).
Musicalmente temos o já citados Funk Como Le Gusta, Racionais Mc’s, temos Dexter, temos também Z’Africa Brasil, Paula Lima, Banda Mantiqueira – Walmir Gil (trumpetista da Banda Mantiqueira) se apresenta todas as quintas na Matilha Cultural (vá ver um dia), temos o Instituto, temos o Dj Tano, o Negralha do O Rappa é de São Paulo, DJ Nuts também é de São Paulo… tem muita gente boa fazendo coisas ótimas em SP, agora se procura alguém que saia no O Globo, na Folha ou no Estadão, vai ficar difícil conhecer realmente.
RAS Wellington,
Os autores citados por você são respeitáveis, mas não há entre eles um que possa ser considerado relevante para a literatura brasileira. Eu pensaria em Mario de Andrade e quem sabe Monteiro Lobato, mas eles estão entre os grandes? E os músicos, sim, temos muitos, há uma cultura musical em todo lugar, há uma cena fora do mainstream, dizem. Meu ponto é que, assim como na literatura, não temos muitos representantes no panteão dos mestres.
Vanguarda Paulista. Pronto. Não preciso falar mais nada. Se quiser ignorar Itamar Assumpção, Rumo, Arrigo Barnabé, premê, e posteriores como mulheres negras, zé miguel wisnik, vá em frente e me argumente 5 melhores grupos que esses no Brasil INTEIRO!
Se é pra falar de “historicamente” teremos o ponto de vista dessa mídia globo. Quem conta a minha história não é o Faustão.
Estrela Ruiz Leminski, faltou Ná Ozzetti e Lívio Tragtenberg na sua lista?
Hahahaha! Edw, Toca RAÚÚL – por mais que seja Baiano!
Boa, Will.
Caro Edward,
Cinco romances paulistas:
- Macunaíma, Mario de Andrade
- Pornopopéia, Reinaldo Moraes (ou o Macunaíma anos 2000, se preferir)
- Memórias Sentimentais de João Miramar, Oswald de Andrade
- O Presidente Negro, Monteiro Lobato (ficção científica nacional, merece maior atenção)
- Capão Pecado, Ferréz (tem muitas deficiências, mas pelo histórico é importante, sim)
Cinco canções paulistas, não; mas 5 bandas paulistas que possuem bem mais que uma música importante:
- Racionais MCs (“Homem na estrada” e “Estou ouvindo alguém me chamar” são pura literatura)
- Cansei de Ser Sexy (não curto, mas é uma estética que deu certo)
- Hurtmold
- Korzus (consagrada banda de metal técnico, pois nem tudo importante é rock e MPB)
- Demônios da Garoa
Se bem que agora, levando em conta seus últimos comentários, percebo que o que você quer é algo “grande”, não “importante” como descrevia. Duas coisas difíceis de mensurar. Busquei algo mais diversificado.Talvez seja essa a virtude paulista. Vai saber.
Obrigado, Fausto, é por aí. Definitivamente vou procurar Pornopopéia. Parece haver um consenso em torno do livro, não?
Não sei porque tanto mimimi. Quando li estranhei, mas se for pra fazer uma análise mais fria, “nossa” querida cidade fez o que sempre faz: Absorve tudo que vem de fora e é bom (comercialmente ou culturamente), e explora. Doa a quem doer.
As vezes acho que São Paulo e sua população, segue em um tom um pouco menor, (mas ainda segue), um pensamento típico dos estados do Sul: O sentimento de superioridade, um “patriotismo regional”, acima da própria nação, e de toda a América Latina. É ridiculo, nojento e sem fundamento algum.
Citar Ratos de Porão e Inocentes como símbolos de influência musical para o país chega a ser constragendor! Caras vamos ser francos: Qual a importância e o poder de influência das letras do Ratos no Norte- Nordeste do nosso país?
Alguém falou de quadrinhos. Desde de quando a 9ª arte foi vista como forma de influência cultural em nosso país ou em nossa “própria” e “imaculada” cidade? Todos os nomes que você citou se restrigem a tiras e mesmo assim só puderam chegar aonde estão por terem o privilégio de seus artistas pertencerem a burguesia paulista. Fato que foi mais importante do que os próprios talentos de seus autores ou de uma real importância destas obras.
Na MINHA OPINIÃO, a única coisa relativamente recente que São Paulo conseguiu dar ao Brasil, foi a sua leitura da cultura Hip Hop. Mesmo assim, esta sendo suplantada pelo Funk carioca (não estou entrando em méritos de qual é melhor ou pior).
Agora porque ninguém tratou de RAP neste post, é muito facíl de se deduzir não é “legitimos paulistanos”?
Este post trata exclusivamente de uma questão cultural, mas da pra se estender a uma temática politica, social, econômica, esportiva e por aí vai…
Pratiotismo exarcebado=falta de senso de noção=preconceito=FAIL!
oi Paulette, eu que falei de quadrinhos: rockenroll e literatura na mesma medida. se voce acha que eles só produzem tiras e só chegaram onde estão por serem burgueses, bom aí sinto, mas é um tremendo preconceito seu. tem de se informar melhor.
Caro Edward: um compositor que vale por mil dos bons e se iguala a um Chico, um Paulinho da Viola, um Caetano, um Cartola, um Nelson Cavaquinho: Luiz Tatit. Ouça, por favor o disco Felicidade, e depois me diga se estou errado.
Um romance paulista que pode figurar, tranquilamente, numa lista criteriosa dos cinco maiores romances brasileiros: Zero, de Ignacio de Loyola Brandão (embora eu não vá com as fuças do cara, mas isso é irrelevante). Estranho que não conste nas listas aí de cima.
Por fim, um romance, não de um paulista, mas escrito por um fluminense então radicado em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo. Um romance que vale por todos os outros já escritos em língua portuguesa, um dos poucos livros brasileiros acolhidos na seleta – ainda que vasta – biblioteca de Jorge Luis Borges. Falo de Os Sertões, de Euclides da Cunha, obviamente.
Mas sobre o que é mesmo que nós estávamos conversando?
Jary, caríssimo amigo
Vou atrás do disco do Tatit, a quem respeito. Agora me ocorre a Ná Ozzetti, meu deus, é uma das minhas intérpretes preferidas. Quanta injustiça numa boutade. E quando você fala do Loyola, que mora aqui na João Moura, tão generoso comigo sempre, escritor prolífico com tantos lampejos de genialidade, lembro logo da Lygia de As Meninas. Isso é que dá.
abs
Edward
Ué…
Gente, Edward… Você deve é estar morreeeeeendo de rir da celeuma que causou com esse post! Eita povo que gosta de ser provocado, han? Um tapinha não dói, mas instiga que é uma belezura.
Não é o máximo, Bebel?
bj
Edward
O finado Daniel Piza fez o mesmo comentário no blog dele há uns 3 ou 4 anos. Apesar do leve tom sarcástico do Edward, não é uma provocação gratuita. Procure as grandes cidades do mundo: todas têm fileiras de grandes escritores para apresentá-la. Não há dificuldade. São Petersburgo tem. Nova York tem. Buenos Aires tem. Rio de Janeiro tem. Até Salvador tem (e isso aqui é uma província).
Não é preciso estudar muito para perceber que a maioria desses paulistas mencionados são autores de importância restrita. Se alguém limpar Macunaíma de todo o exotismo de outras regiões do Brasil, sobra muito pouco de São Paulo. O grande livro paulista é Lavoura Arcaica, que nada tem da capital. O grande livro paulistano é Perus, Malagueta e Bacanaço, de João Antônio, que por usa vez é herdeiro de Brás, Bexiga e Barra Funda, um livro importante, mas um tanto leviano.
Para retratar a cidade, porém, a melhor obra é Daytripper, este sim muito importante, mas numa mídia diferente, (e nem por isso menos interessante, vale ressaltar) que são os quadrinhos.
Titãs; Lourenço Mutarelli
Literalmente ate concordo…Agora falando de rock , não! E este Crioulo……para com isso…Eu quero é rock!
Acho a provocação ótima. Acho as repostas do “público” bizarras, porque as pessoas claramente não sabem lidar com provocação. Tudo tem que ser tão milimétrico, exato e politicamente correto que dá preguiça. É óbvio que São Paulo tem bandas boas e um ou outro escritor idem, mas a cidade (talvez pelo seu tamanho, talvez por agregar tanta gente de lugar diferente que não consegue formar uma “turma”) não consegue ter uma cena local efervescente em rock e literatura. Não é como a Recife do mangue beat e do árido movie, não é como o Rio Grande do Sul da “Livros do Mal” e do rock gaúcho, não é como o Rio da bossa nova e da turma do Pasquim, BH do metal anos 80 e dos 300 escritores ótimos, enfim…. Sinto falta aqui desse ambiente em que todo mundo que está fazendo alguma coisa legal se conhece e vai no mesmo lugar.
MEUUUU DEEEEUSSS>….. TIVE DE OUVIR QUE AS BANDAS CITADAS NA POSTAGEM SÃO RUINS ????!!!!!! VAI TOMA NO CU SEU PREGO DE MERDA, VAI ESTUDAR ROCK ANTES DE FALAR QUE ESSAS BANDAS SÃO RUINS.. SE NÃO FOSSE POR >>ÓTIMAS<< BANDAS COMO AS CITADAS E VARIAS OUTRAS BRASILEIRAS DA ÉPOCA, NÃO TERIAMOS UM CENÁRIO MUSICAL ROCK NO BRASIL HOJE!! (APESAR DE HOJE O CENÁRIO DO ROCK BRASILEIRO ESTAR UM LIXO MESMO)
E VOCÊ SEU LIXO, ANTES DE FALAR MERDA PESQUISA, ESTUDA OU MELHOR.. FALE SOBRE O QUE ENTENDA!!!!!
Obrigado pela visita, volte sempre.
Com matérias assim, não vou volta NUNCA mais!! (y)
Edward
Um Feliz Natal pra você, pros pequenos e pra Laura linda.
Obrigada. Muito obrigada.
Bjs