A pupila e o mestre, por Ian McEwan

Hoje de manhã fizemos esta imagem (o Theo e eu estamos no reflexo) da gravura que fica perto da porta da entrada de casa. É uma das dezenas de chapas da Suite Vollard e trata rigorosamente do mesmo assunto do conto do McEwan: é arrebatador e invariavelmente dá errado no fim
Conto de Ian McEwan na New Yorker (30/4). O cara é bom, fico deprimido. Na edição digital vem com o áudio dele lendo, so much fun. É a narrativa arquetípica da menina e o amante tiozão, da pupila e do mestre, enfim, sabe?, ela está começando a ler e a descobrir o mundo. Seu nome é Serena, olha só um trecho:
“Como amante? Bem, obviamente não tão energético quanto Jeremy. E apesar de que Tony pudesse estar em boa forma para sua idade, fiquei meio assim quando vi pela primeira vez o que 54 anos podem fazer a um corpo. Ele estava sentado na beirada da cama, dobrando-se para tirar a meia. Seu pé descalço parecia um velho sapato usado. Vi dobras de carnes em lugares improváveis, mesmo embaixo de seus braços. Estranho não ter me ocorrido que eu estava ali olhando para o meu futuro. Eu tinha 21 anos”.
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