Mayra, a escritora mais poderosa do Brasil
Entreguei nas mãos da Mayra a edição da VIP que tinha saído com o ensaio fotográfico feito pelo Jorge Bispo. Ela curtiu, lembro que fez um comentário sobre a foto da esquerda, achou ousada.
Tímida e desconfiada, Mayra Dias Gomes era uma pós-adolescente, tinha 19 anos, falava sobre o livro que tinha acabado de lançar, Fugalaça, um romance confessional irregular, mas corajoso, e por isso mesmo carregado dos defeitos e virtudes comuns a todos os livros escritos por autores muito jovens.
Nos últimos anos, acompanhei vivamente seu crescimento. Aos poucos, ela tornou-se uma celebridade e construiu uma respeitável persona nas redes sociais. Tem a exata noção do poder de sua imagem.
Hoje Mayra vive em Hollywood, de onde escreve para a Folha de S. Paulo, Rolling Stone Brasil e Contigo!
O auge de sua transformação, a meu ver, está simbolicamente no fato de que ela agora é uma autêntica loira Hollywood. Por isso, fui falar com ela para entender.
Por que você ficou loira? Elas são mais poderosas?
Mayra – Poucas pessoas sabem, mas eu nasci loira. Meus cabelos eram loiros e cacheados e minha mãe me chamava de Marilyn Monroe. Meu cabelo começou a escurecer durante a pré-adolescência e depois eu basicamente o estraguei pintando sempre de cores diferentes. Quando eu era adolescente, mudava a cor do cabelo pelo menos a cada duas semanas. Mais recentemente, me deu vontade de experimentar o loiro novamente. Um dia acordei e decidi fazer, como acontece tudo em minha vida. Não posso negar que de fato me sinto mais poderosa. Quando cheguei a Hollywood, ainda estava tentando deixar a adolescência conturbada para trás, mas agora, três anos depois, sinto que realmente me tornei uma mulher.
Como você foi para Hollywood?
Mayra – Cheguei a Los Angeles em setembro de 2009, após o lançamento do meu segundo romance, Mil e Uma Noites de Silêncio, com o propósito de ficar um ou dois meses por aqui. Minha intenção era encontrar inspiração para um próximo trabalho e também respirar ares diferentes, pois estava me sentindo bastante infeliz e insatisfeita no Brasil, apesar de ter tido bastante sucesso em todas as minhas escolhas na carreira. Sempre que viajo ao exterior, marco algumas entrevistas com artistas locais do interesse dos veículos para qual eu trabalho, e tento voltar para o Brasil com alguma matéria. Desta vez eu tinha uma entrevista marcada com o músico e ator Coyote Shivers, conhecido pelo filme Empire Records. Eu havia lido sobre uma grande injustiça por qual ele estava (e continua) passando com a lei americana e sua ex-mulher, e fiquei extremamente interessada pelo seu caso. Senti uma vontade enorme de ajudá-lo a se livrar das falsas acusações que ele sofreu depois do seu divórcio com a atriz Pauley Perrette, de NCIS. Fui entrevistá-lo assim que cheguei, e basicamente, nós nos apaixonamos. Ele me pediu em namoro no nosso primeiro encontro, e me pediu em casamento três meses depois. Seis meses depois nós nos casamos. Assim que o conheci eu soube que não voltaria mais para o Brasil. Eu me sinto extremamente feliz morando em Hollywood, como nunca me senti em nenhum outro lugar. Sinto que aqui eu posso ser eu mesma sem sofrer julgamentos. Sinto que as pessoas realmente admiram minha história de vida.

“Fui entrevistá-lo (o músico Coyote Shivers) assim que cheguei, e basicamente, nós nos apaixonamos. Ele me pediu em namoro no nosso primeiro encontro, e me pediu em casamento três meses depois.”
Quais foram as principais mudanças na sua vida lá?
Mayra – Tudo deu muito certo para mim em Hollywood, tanto na carreira profissional quanto na vida pessoal. Tenho uma vida abençoada nos Estados Unidos. Hoje trabalho para os maiores veículos do Brasil como Folha de São Paulo, Contigo, Rolling Stone, trazendo notícias direto de Hollywood. Também acabo de lançar um livro que reúne entrevistas do meu pai, e estou terminando meu próximo romance, baseado em um assassinato que presenciei no prédio onde eu morava na Calçada da Fama. Meu livro Fugalaça está virando filme, e os planos profissionais estão cada vez mais emocionantes.
Anda planejando escrever algum novo romance?
Mayra – Acabo de lançar o livro “Encontros: Dias Gomes”, da coleção “Encontros” da Azougue Editorial. Eu e minha irmã Luana trabalhamos nele por dois anos. O livro é uma compilação de entrevistas que meu pai deu desde os anos sessenta até sua morte, em 1999, e mostra suas ideias em relação à política, censura, teatro e televisão. Através do seu pensamento, tentamos mostrar também as mudanças que ocorreram no Brasil. Este ano meu pai completaria 90 anos, e também estamos comemorando 50 anos desde a vitória de O Pagador de Promessas em Cannes. Em seguida vou lançar um thriller, no qual estou trabalhando já há dois anos, e que fala sobre o lado obscuro de Hollywood.

Mayra Dias Gomes Shivers trabalha num thriller que vai mostrar o lado obscuro de Hollywood Foto: Ana Paula Negrão
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Escritora ruim. Só tem o sobrenome do pai mesmo, se não fosse isso… estaria lascada na vida, pois quem conhece sabe que inteligência não é o seu forte.
Brilhante , jovem bonita e bem sucedida!!!Herdou a sabedoria do pai e esta sabendo aproveita-la com estilo próprio !!!!
Bem bem fraca, o unico peso que ela tem é o sobrenome do pai, achei a entrevista fraquissima. A garota é puro cliche, brasileiro e agora americano. Usa a ex mulher para se promover….
Valeu, Andrea H., pela franqueza.
Que absurdo…isso me faz pensar que no Brasil não tem escritores,ou que a pessoa que escreveu essa catástrofe nunca leu um livro. Nosso país teve Clarice Lispector, Drummond, Veríssimo, Machado de Assís, Plínio Marcos! E ainda tem Paulo Coelho, Marta Medeiros, Talita Rebouças (que poderia dar umas aulas pra desesperada por fama, Mayra), Xico Sá.. enfim, atualize-se antes de ser outra pessoa medíucre a escrever porcarias. O Brasil já não é mais o mesmo em educação, mas isso estrapola qualquer senso de cultura.
Obrigado, Andrea, pela doçura das suas palavras.
Péssima escritora e sem beleza nenhuma, parece aquelas loucas de plastica dos EUA.
verdade.
Gosto muito da Mayra, a acho linda, inteligente, maravilhosa como pessoa e acho que ela tem muito a acrescentar para seus fãs. No entanto, como escritora… só li Fugalaça, que foi o primeiro dela e não gostei muito.
A escritora mais poderosa do Brasil? Publicou um livro clichê de adolescencia conturbada e fez sucesso, principalmente no meio do rock and roll, onde ficou mais conhecida. Sejamos sensatos, ao analisarmos que toda a sua “trajetória” foi feita no nome do pai. Qual tipo de poder é sugerido nesta matéria? O de fácil expansão e conquista de fama pelo meio mais cômodo que vemos transbordar na mídia? O que essa moça transmite em seus escritos, além dela mesma? Pelo menos um bem ela nos faz – o de reunir os materiais de seu pai, para aqueles que estão interessados realmente em algo poderoso, que é a cultura.