Arquivos de etiquetas: pintura

Balthus

24 abr

Balthus (1908 - 2001), Le salon II, 1942

Lindo tributo do fotógrafo japonês Hara Hisaji. Mais aqui

Delicada releitura

Alma Haser também tem as suas…

...nem tão delicadas

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Documentário de Simon Schama ensina a ver Rothko

Você é sanguíneo, fleumático, colérico ou melancólico?

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Documentário de Simon Schama ensina a ver Rothko

1 abr

Se você olhar longamente, os blocos de cores começam a flutuar

Primorosamente bem construída a matéria da capa da edição de abril da revista Bravo!.

O gancho é a estreia da montagem brasileira da peça Vermelho, do dramaturgo e roteirista John Logan, com Antônio Fagundes na pele do irascível pintor Mark Rothko (1903-1970) e seu filho, Bruno Fagundes, como o jovem (e fictício) aprendiz Ken.

O texto, elegante como qualquer um escrito por Armando Antenore, faz um rápido passeio pela arte do século 20.

Trata de como Rothko, para se afirmar como um dos artistas mais importantes de seu tempo, teria renegado seus próprios mestres, expoentes das vanguardas que precederam o chamado Expressionismo Abstrato, movimento que teve auge na década de 1950 e do qual Rothko fazia parte, juntamente com Pollock e de Kooning.

Apesar da maioria dos teóricos da pós-modernidade considerar que, por causa da web, vivemos uma época de ininterrupto mashup de referencias de todos os tempos, as novas gerações continuarão matando simbolicamente seus pais e mestres para existir.

O ensaio do Armando fecha voltando aos atores da peça, pai e filho, sugerindo que Bruno precisará lidar com a pesada sombra do pai para se estabelecer.

Para quem não conhece muito Rothko, sugiro assistir ao documentário Power of Art, do historiador Simon Schama, originalmente exibido pela BBC, uma verdadeira aula introdutória sobre o pintor e sua obra. Está quebrado em sete partes no Youtube:

Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7

A partir da Parte 6 você entende melhor o surto de Rothko com a encomenda do restaurante Four Seasons que ele nunca entregou.

Você é sanguíneo, fleumático, colérico ou melancólico?

23 mar

Detalhe da maior escultura da mostra O sentimento da Arquitetura - Giorgio de Chirico, em cartaz no MASP até 20 de maio de 2012

 
Giorgio de Chirico é um melancólico.
 
No outono de 1906, o jovem pintor se matriculou na Academia de Belas Artes de Munique. Com uma doença intestinal, acamado, ele leu — e amou para sempre – a filosofia de Nietzsche, Schopenhauer e Heráclito.

E, a partir de então, elegeu a pintura para exprimir sua melancolia. Dá uma passada lá no MASP para ver.

Mas o que é mesmo a melancolia?

A teoria dos quatro humores foi a principal explicação racional da saúde e da doença entre o século 4 a.C. e o século 17.

Segundo a teoria humoral, como também é conhecida, a vida seria mantida pelo equilíbrio entre quatro humores: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço.

Cada um destes humores teria diferentes qualidades: o sangue seria quente e úmido; a fleuma, fria e úmida; a bílis amarela, quente e seca; e a bílis negra, fria e seca.

Segundo o predomínio natural de um destes humores na constituição dos indivíduos, teríamos os diferentes tipos fisiológicos: o sanguíneo, o fleumático, o bilioso ou colérico e o melancólico.

O melancólico é analítico, abnegado e perfeccionista, o que o faz admirar as belas artes. É introvertido por natureza. Mas as vezes é levado por seu ânimo a ser extrovertido. Outras vezes enclausura-se como caramujo, chegando a ser hostil. É amigo fiel, mas não faz amigo facilmente, por ser desconfiado.

O fleumático, geralmente é calmo, frio, equilibrado e por isso a vida para ele é feliz e descompromissada; raramente explode em risos ou em raiva, conseguem fazer os outros rirem, mas ele mesmo não solta um sorriso sequer. É habilidoso para promover paz e conciliação.

O colério é ardente, vivaz, ativo, prático e voluntarioso. Por ser decidido e teimoso, torna-se auto-suficiente e muito independente. Por ser ativo, estimula os que estão ao seu redor, não cede sobre pressões. Possui uma firmeza no que faz, o que o faz frequentemente obter sucesso. 
 
 O sanguíneo é eufórico, vigoroso, vive o presente, esquece facilmente o passado e não pensa muito no futuro. Traz em si otimismo e acredita nas coisas, mesmo em meio às adversidades.
 
Em qual das categorias você se encaixa? Faça o teste de temperamento
 
 

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