Acabei de ler a a resenha de James Wood sobre Pulphead, de John Jeremiah Sullivan, livro que está no topo da minha pilha de leituras natalinas. Sullivan tem 37 anos e está sendo comparado a David Foster Wallace e Tom Wolfe. Que tal?
O livro traz uma baita reportagem feita por Sullivan num festival de rock evangélico. Aliás, a Globo está prestes a exibir um desses festivais, não é? Quem se habilita? O talento está em identificar boas pautas em situações improváveis.
Mas o melhor artigo do livro, segundo Wood, é aquele em que Sullivan analisa o reality show The Real World, da MTV. De um jeito meio baudrillardiano — e com uma boa dose de humor — o autor sugere que os realities são reais. E não fakes, como quer a maioria da crítica.
Mas os realities, segundo Sullivan, não são reais porque capturam a vida real. São reais porque quando se assiste a um reality show estamos vendo pessoas que estão vivendo verdadeiramente a situação de “estar num reality show”.
“Estar num reality show” é, afinal, o plot de todos realities.
