Fragmento do ensaio “A quem apelar?” que o jornalista José Roberto Guzzo escreveu para a edição de dezembro da revista Alfa:
“O que se desaconselha, mesmo, é qualquer comentário que possa levantar qualquer tipo de dúvida sobre as vantagens da conectividade sem limites em que vivemos atualmente.
Por exemplo: utilizar menos e menos palavras, como se requer no Twitter, seria realmente um avanço sem precedentes para o ser humano? O homem das cavernas sabia bem poucas palavras e se comunicava com ruídos muito parecidos às abreviações que aparecem nas telinhas dos celulares. Tudo bem? Talvez não seja, mas é melhor deixar de lado comentários desse tipo.
Também não se recomenda fazer restrições ao Facebook, que torna possível às pessoas ter amigos sem se encontrar fisicamente com eles. Nem sequer lhes dizer um alô ao telefone. O sujeito tem 150 amigos, mas nunca falou com nenhum – será de fato uma vantagem extraordinária? Dez entre dez conectados lhe dirão que é.”
