Na década de 90, no comecinho do UFC, gostava de ver o franzino Royce — um dos muitos lutadores de jiu-jitsu da família Grace — surrar os brutamontes do sumô, do boxe tailandês e do wrestling.
Era divertido. As regras, mais frouxas, era como se não existissem. Não havia divisão por categoria. Era o autêntico vale-tudo, completamente diferente do boxe na forma e no conteúdo.
Anos mais tarde, um nome chamou a atenção: David Lee Abbott, ou simplesmente Tank Abbott, um californiano com a pior cara de mau de todos os tempos. Havia nele algo de anti-herói, aquilo que também tinham Sonny Liston e Tyson. E isso era muito legal.
Com o declínio do boxe, o MMA foi ao mainstream. Daí você até tem uns lances interessantes, quando alguém acerta um chute Steven Seagal no queixo do oponente. Mas, de resto, são longos e pachorrentos abraços e esfregas no chão.
Pior, hoje estão tentando transformar o Anderson Silva em namoradinha do Brasil. E isso é chato para chuchu.
