Alguns pais vivem no chão da sala de TV. São cada vez mais ingredientes de uma massa disforme ali espalhada, eles e os filhos pequenos, hormônios adultos e infantis misturados, salgadinhos e consoles de videogame.
As idades mentais cada vez mais próximas — os infantes salientes em sua naturalidade eletronica e os genitores em sua bovinidade de provedores adestrados pela cultura do trabalho.
Não há, portanto, espaço para a libido. A libido do pai e da mãe, um pelo outro, lembram, aquela coisa que pertence ao reino dos adultos.
Faço questão de preservar as coisas que pertencem ao reino dos adultos. E acho que isso é bom para as minhas crianças. Elas precisam de limites. Mais do que precisar, elas querem limites.
