
Hulk e a cantora Brooke Hogan, sua filha: ela queria ser Britney Spears
A julgar pelas razoáveis dimensões do ego e do físico do cidadão americano que atende pela alcunha de Hulk Hogan – media 2,05 metros e pesava 137 quilos nos áureos tempos –, ele diria, para começo de conversa, que foi o responsável, na década de 80, por levar a luta livre do amadorismo mambembe e corrupto ao mainstream do entretenimento de massa nos Estados Unidos.
Batizado Terry Bollea, filho caçula de um trabalhador da construção civil e de uma instrutora de dança, começou a puxar ferro em 1967, em Tampa, no estado da Flórida. Depois de estudar administração de empresas e música na universidade, começou a treinar luta livre amadora em 1973. No fim da década de 70, seu talento chamou a atenção de Vincent McMahon, o lendário promotor e dono da World Wrestling Federation (WWF). McMahon achava-o parecido com o Incrível Hulk e, por isso, deu o apelido que colou para a vida toda.
Sylvester Stallone ficou impressionado com sua performance nos ringues e chamou-o para uma ponta em Rocky III, de 1982. Hogan aceitou a proposta e foi demitido da WWF. Mas então já era o mais conhecido profissional de luta livre de todos os tempos e o homem que mais influência exerceu na história da marmelada.
Seus detratores asseguram que o infante Bollea teve breve passagem por um reformatório e que não dava sorte com as garotas – informações desmentidas pelo soberbo brutamontes no livro Hulk Hogan Hollywood, sua obra, por assim dizer, da maturidade. Hogan sempre quis parecer politicamente correto: “Treine, faça suas orações, tome suas vitaminas e acredite em você” é seu bordão a uma legião de crianças que até hoje consome sua linha de bonecos, desenhos de TV e camisetas.
Como no ringue não há espaço para bonzinhos, Hogan compôs um personagem de meter medo com provocações na ponta da língua, vozeirão, cara de quem comeu e não gostou e bíceps de 60 cm. Seu melhor momento no ringue foi visto pelo maior público já reunido num evento em espaço fechado, em 1987, no Wrestlemania III, quando Hogan liquidou o gigante francês Andre, de 2,23 metros e 226 quilos.
Com a carcaça já avariada pela ação do tempo e das tesouras, chaves e pilões, Hogan, deixou de ser o ávido consumidor de marias-tatames para tornar-se um fornecedor de carne nova ao showbiz: aos 51 anos, o gigante loiro apresentou a filha adolescente, também loiríssima, cantora e pianista, Brooke Hogan, aposta declarada do pai para usurpar o trono de Britney Spears. Ao que parece, ela ainda nao chegou la.