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Anderson Silva é a nova namoradinha do Brasil

28 nov

Silva, capa da Veja de 14/03/2012

Na década de 90, no comecinho do UFC, gostava de ver o franzino Royce — um dos muitos lutadores de jiu-jitsu da família Grace — surrar os brutamontes do sumô, do boxe tailandês e do wrestling.

Era divertido. As regras, mais frouxas, era como se não existissem. Não havia divisão por categoria. Era o autêntico vale-tudo, completamente diferente do boxe na forma e no conteúdo.

Anos mais tarde, um nome chamou a atenção: David Lee Abbott, ou simplesmente Tank Abbott, um californiano com a pior cara de mau de todos os tempos. Havia nele algo de anti-herói, aquilo que também tinham Sonny Liston e Tyson. E isso era muito legal.

Com o declínio do boxe, o MMA foi ao mainstream. Daí você até tem uns lances interessantes, quando alguém acerta um chute Steven Seagal no queixo do oponente. Mas, de resto, são longos e pachorrentos abraços e esfregas no chão.

Pior, hoje estão tentando transformar o Anderson Silva em namoradinha do Brasil. E isso é chato para chuchu.

Antes do UFC havia o charme do boxe e a picaretagem de um Hulk Hogan

24 out

Hulk e a cantora Brooke Hogan, sua filha: ela queria ser Britney Spears

A julgar pelas razoáveis dimensões do ego e do físico do cidadão americano que atende pela alcunha de Hulk Hogan – media 2,05 metros e pesava 137 quilos nos áureos tempos –, ele diria, para começo de conversa, que foi o responsável, na década de 80, por levar a luta livre do amadorismo mambembe e corrupto ao mainstream do entretenimento de massa nos Estados Unidos.

Batizado Terry Bollea, filho caçula de um trabalhador da construção civil e de uma instrutora de dança, começou a puxar ferro em 1967, em Tampa, no estado da Flórida. Depois de estudar administração de empresas e música na universidade, começou a treinar luta livre amadora em 1973. No fim da década de 70, seu talento chamou a atenção de Vincent McMahon, o lendário promotor e dono da World Wrestling Federation (WWF). McMahon achava-o parecido com o Incrível Hulk e, por isso, deu o apelido que colou para a vida toda.

Sylvester Stallone ficou impressionado com sua performance nos ringues e chamou-o para uma ponta em Rocky III, de 1982. Hogan aceitou a proposta e foi demitido da WWF. Mas então já era o mais conhecido profissional de luta livre de todos os tempos e o homem que mais influência exerceu na história da marmelada.

Seus detratores asseguram que o infante Bollea teve breve passagem por um reformatório e que não dava sorte com as garotas – informações desmentidas pelo soberbo brutamontes no livro Hulk Hogan Hollywood, sua obra, por assim dizer, da maturidade. Hogan sempre quis parecer politicamente correto: “Treine, faça suas orações, tome suas vitaminas e acredite em você” é seu bordão a uma legião de crianças que até hoje consome sua linha de bonecos, desenhos de TV e camisetas.

Como no ringue não há espaço para bonzinhos, Hogan compôs um personagem de meter medo com provocações na ponta da língua, vozeirão, cara de quem comeu e não gostou e bíceps de 60 cm. Seu melhor momento no ringue foi visto pelo maior público já reunido num evento em espaço fechado, em 1987, no Wrestlemania III, quando Hogan liquidou o gigante francês Andre, de 2,23 metros e 226 quilos.

Com a carcaça já avariada pela ação do tempo e das tesouras, chaves e pilões, Hogan, deixou de ser o ávido consumidor de marias-tatames para tornar-se um fornecedor de carne nova ao showbiz: aos 51 anos, o gigante loiro apresentou a filha adolescente, também loiríssima, cantora e pianista, Brooke Hogan, aposta declarada do pai para usurpar o trono de Britney Spears. Ao que parece, ela ainda nao chegou la.

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