Conhecer os beatniks na livraria City Lights

Ferlinghetti em frente à sua divina livraria, na década de 50

Não sabia muito sobre Lawrence Ferlinghetti antes de entrar na livraria City Lights, em São Francisco.

É dos menos conhecidos entre os beatniks. Uma figura aparentemente lateral que, no fundo, criou o movimento.

Está prestes a comemorar 93 anos em março de 2012 e continua trabalhando, lendo seus poemas e debatendo.

Ferlinghetti começou a escrever poesia nos anos 50, mais ou menos na época em que fundou a City Lights (1953).

A livraria se tornou um ponto de encontro de artistas e intelectuais, um centro do livre-pensar. Em 1955 a CL passou a ser também uma pequena editora, iniciando as atividades com a publicação da The Pocket Poet Series.

Foi quando publicou Howl & Other Poems, de Allen Ginsberg, em 1956, que tudo começou. Ferlinghetti foi preso, acusado de editar e divulgar obscenidades.

O processo chamou a atenção do país e abriu precedente para a publicação de toda a literatura, digamos, controversa que viria depois. 

O Ferlinghetti poeta tem sua importância. Seu A Coney Island of the Mind é  um dos livros de poesia mais populares nos Estados Unidos. Está traduzido em português.

Ferlinghetti pintou quadros, expôs mundo afora e está associado ao movimento internacionalista Fluxus. Sua obra pode ser vista aqui.

Sanduíches de realidade. Queria ter escrito este título

Guardo este Reality Sandwiches, do Ginsberg, da coleção The Pocket Poets Series, comprado na CL junto com um lindo linocut de Artemio Rodriguez, impresso pela editora.