Um porre em Margate, onde T.S Eliot finalizou Waste Land


A gatinha Grace Sanders, em trajes de banho, fotografada por Edward Cox, em Margate (1950)

Enquanto os nossos modernistas, em 1922, estavam fazendo você sabe bem o quê, T. S Eliot publicava The Waste Land, tido por muitos críticos como um dos poemas mais importantes da história.

Sem saber disso, exatas setenta décadas depois, fui enviado para estudar na região onde o poeta americano, convalescente, escreveu:

Abril é o mais cruel dos meses, germinando lilases da terra morta, misturando memória e desejo, avivando agônicas raízes com a chuva da primavera.

Falei da experiência em post anterior sobre o Charles Dickens Pub, em que tratei do meu primeiro cigarro, rito de passagem para a vida adulta.

As praias de Margate, Ramsgate e Broadstairs — conurbação na costa do condado de Kent, sul da Inglaterra –, são feias, pedregosas e gélidas. Nos restava então beber.

Fui a Margate uma única vez, aparentemente com o claro intuito de tomar um porre num lugar considerado “barra” pelos meus senhorios working class, os Larder, assinantes convictos e orgulhosos do tabloide The Sun.

Os Larder não gostavam muito de árabes e ignoravam o meu, digamos, background. A esse próposito, volta um pouco e clica no link do Sun para ver o que eles andam falando sobre árabes.

Resgatei para você no Guardian matéria sobre um lobby que Margate fez, com endosso da viúva de Eliot, para se tornar um landmark literário http://www.guardian.co.uk/books/2009/jul/12/ts-eliot-margate-shrine

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