Franzen na imprensa brasileira [FLIP]

A família Franzen. Foto foi publicada na Paris Review ilustrando artigo de Jonathan

Vamos supor que você não faz a menor ideia de quem é Jonathan Franzen, embora tenha visto, recentemente, aqui e ali, reportagens sobre ele na imprensa brasileira.

Farei, nesse caso, breve digressão para explicar a história.

Há dez anos, Franzen publicou um ótimo livro chamado As correções (yep, a obsessão pelas relações e traumas familiares está lá e, por isso, postei a foto acima).

A Oprah Winfrey gostou do romance e recomendou no seu Book Club. Sabia que a Oprah tem um clube do livro capaz de catapultar as vendas de qualquer porcaria?

O romance de Franzen logo bombou, mas ele deu uma declaração antipática sobre o fato de ter sido indicado pela Oprah. Bastou para que a toda-poderosa o banisse.

Mais ou menos dez anos depois, Franzen lançou outro ótimo livro, Liberdade. A revista Time, que ainda é a mais importante dos EUA, destacou Franzen na capa.

Daí aconteceram quatro coisas:

1) Alguns jornalistas brasileiros começaram a achar que Franzen tinha entrado para o panteão dos grandes.

2) A Oprah chamou o Franzen para ir ao seu programa e recomendou Liberdade no Book Club. De novo. Saia justa e reconciliação.

3) O Franzen foi convidado a vir à FLIP 2012.

4) Eu escrevi um e-mail ao meu amigo Douglas Stumpf, que é amigo de Franzen, para que me pusesse em contato com ele.

O resto da história, mais ou menos você sabe.

O Ivan Finotti, da Folha de S. Paulo, foi a Nova York entrevistá-lo para a revista Serafina, que publicou uma capa incrível e até um infográfico sobre os pássaros que o Franzen gosta de observar (sim, ele é um adepto de bird watching). Leia aqui

O Giron também fez entrevista, perguntou-lhe coisas a respeito da literatura brasileira e o Franzen teve a petulância de dizer que “Machado de Assis é genial, ainda que afetado pelo ambiente literário europeu”. Leia aqui

Na ilustrada, o Nelson de Oliveira publicou uma resenha em que disse que a ficção e os ensaios de Franzen se prestam a um único propósito: defender um ideário progressista. Leia aqui

Não sei bem o que o Nelson chama de progressista e nem sei se nós lemos os mesmos livros do autor em questão, mas acho que Franzen não defende nada. Ele é um cínico adorável.

Bom, é isso.

Já que o Franzen até agora não respondeu à minha versão condensada do Proust Questionnaire, tudo o que pude fazer foi reunir aqui alguns vídeos legais que você vê logo abaixo.

Leia também:

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Caixa preta do twitter de jennifer Egan [FLIP]

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Franzen Sobre a Oprah

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Franzen lê artigo sobre bird watching

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Franzen sobre os valores de ter nascido no interior

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Franzen sobre livros superestimados

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Qual livro Franzen levaria para uma ilha deserta?

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