Mulheres bogotanas ou Los mejores culos de Cali

Será que elas são mesmo bogotanas? Update 6 de agosto: leitor mandou link garantindo que as moças são brasileiras. Então a curadoria acertou no principal e errou no acessório, vamos deixar assim

Bogotá ainda não é uma cidade para onde as pessoas rumam sofregamente nas férias. Em parte porque é longe para chuchu. Mas, aos poucos, vem se tornando um destino conhecido pelas atrações culturais e pela comida. O que mais se ouve dizer é que a cidade “venceu o crime” e que hoje é um “exemplo a ser seguido”.

Outro dia comentava sobre o quanto as mulheres bogotanas, quando observadas nas ruas por turistas, podem transmitir sinais trocados. O clima da altitude é sempre ameno, friozinho, portanto não há tantas pernas de fora. Mas elas parecem muito conscientes de sua beleza e levam isso em consideração quando se vestem para sair de casa.

É difícil definir, mas as mulheres bogotanas parecem viver em algum lugar dos anos 80. Digo isso por causa da tintura dos cabelos, sempre muito forte, e também por causa das calças justas, de modelagem bem diferente da dos jeans brasileiros, um corte cuja principal função é marcar o derrière de uma maneira quase inviável.

Por isso há a percepção de que as mulheres da capital e das grandes cidades como Cali e Medellín flertam com uma certa vulgaridade, no sentido de que parecem exageradas e sem refinamento. Mas, claro, não é. Como tudo, é apenas um código, uma convenção, e arrisco dizer, sem conhecimento de causa, que elas são na média menos acessíveis do que as argentinas.

Tudo isso para dizer que outro dia eu curti no Facebook uma comunidade chamada Los Mejores Culos de Cali. Você não imagina o trasntorno. Minha timeline, que sempre foi um sacrossanto espaço de castidade, agora vive entupida de bumbuns colombianos. Tem sempre 24 mil pessoas “falando sobre isso”, um sucesso que qualquer um desses nossos blogs infectos jamais terão.

E é constragendor, porque você abre o FB, por exemplo, no trabalho, e os bumbuns pulam na tela, em catadupa.

Olha, não sei mais o que fazer.

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